11 abr. 2026 18h00

Abraham Cupeiro | Pangea – 44º FML

Teatro José Lúcio da Silva
Leiria
Concerto Espetáculo

Sinopse

Há cerca de 200 milhões de anos, todas as terras emersas da Terra formavam um único bloco. O nome desse supercontinente era Pangea.

Com o tempo, essas terras começaram lentamente a separar-se, dando origem aos continentes que conhecemos hoje.

Este concerto propõe uma viagem pela música de todos os continentes, jogando com a ideia de uma reunião através da magia do som.

O espetáculo aproxima o público de outras culturas e sonoridades, revelando-se simultaneamente inspirador e divertido.

Toda a música é original, composta por Abraham Cupeiro e María Ruiz.

O concerto integra elementos tão diversos como os ecos das conchas da Oceânia, os enigmáticos melismas do Hulusi, vindo das remotas montanhas da China, os grandes planaltos da América do Norte, as selvas da América do Sul, a flauta Peule do Senegal, a gaita-de-foles búlgara, o desafiante Zurna e o som evocativo do milenar Karnyx.

Todas estas paisagens sonoras unem-se para preencher a tela onde Pangea será retratada.

O impacto educativo do concerto é reforçado pela projeção de imagens cuidadosamente selecionadas nas paredes, enquanto a participação de um ator ao longo do espetáculo garante a atenção ativa do público.

A diversão é garantida!

 

Biografias:

Abraham Cupeiro é um talentoso construtor de instrumentos e multi-instrumentista, conhecido sobretudo por recuperar instrumentos há muito esquecidos. Gosta de os tocar para criar novas sonoridades, explorando-os em peças muito além do seu repertório tradicional.

Formou-se em trompete pelo Real Conservatório Superior de Madrid e prosseguiu os estudos em Barcelona, onde concluiu um mestrado em Interpretação de Música Antiga.

Apesar da sua formação como intérprete de música clássica, sempre se sentiu atraído por todos os géneros musicais. Por isso, desde cedo integrou diversos grupos de música folk e jazz, bem como vários ensembles dedicados à música antiga.

Cupeiro destaca-se como uma das poucas pessoas no mundo que toca o Karnyx (trompete celta da Idade do Ferro) e foi recentemente convidado a tocar no Karnyx de Tintinac, o único exemplar encontrado intacto em 2004.

Abraham é também embaixador da corna, um instrumento ancestral galego feito a partir de chifre de vaca. Curiosamente, o seu avô tocava este instrumento tradicional, cuja existência remonta às ilustrações dos livros de Afonso X de Castela.

A sua paixão pelos instrumentos e pela organologia levou-o a reunir uma coleção com mais de 200 peças de diferentes épocas e culturas. Sob o título “Ringing in the Past”, apresenta-as num espetáculo singular que combina concerto e monólogo.

Abraham continua a descobrir e construir instrumentos, explorando a sua integração em ensembles contemporâneos. Algumas dessas experiências estão registadas em Compromiscuo, álbum gravado com o acordeonista bielorrusso Vadzim Yukhnevich. O Karnyx assume também um papel de destaque em Concierto Misterio, de Wladimir Rosinsky, obra estreada pela Orquestra Sinfónica da Galícia, com uma parte escrita especialmente para evidenciar a mestria de Cupeiro neste instrumento.

A sua discografia inicia-se com Os Sons Esquecidos (Warner Classics, 2017), gravado com a Real Filharmonía de Galicia e apresentado com várias orquestras em Espanha, Europa e América. Seguiu-se Pangea (Warner Classics, 2020), com a Royal Philharmonic Orchestra, colaboração que repetiu no seu mais recente álbum Mythos (Loira Records, 2024).

Cupeiro atua regularmente com prestigiadas orquestras nacionais e internacionais, como a Orquestra Sinfónica de Galicia, Real Filharmonía de Galicia, Mahler Chamber Orchestra, Filarmónica de Gran Canaria, Orquestra Sinfónica de Bilbao, Orchestre National de Bretagne, Kymi Sinfonietta e Vaasa City Orchestra.

Foi convidado pela violinista Patricia Kopatchinskaja para integrar o projeto “Les Adieux”.

Compôs a banda sonora do filme María Solinha e colabora com a empresa 14th Street Music, de Hans Zimmer, vencedora de Óscares.

Participa frequentemente nos desfiles da marca Adolfo Domínguez, com atuações ao vivo, e integra o projeto científico “Neuston 3”, que procura sensibilizar para a importância do oceano na vida humana.

 

Banda Filarmónica Ilhense foi fundada em 1924, por Manuel do Couto Júnior, Manuel Pedrosa Capela e Manuel Pedrosa Boiça. Participou na primeira festividade em junho de 1926, no lugar de Água Formosa em honra de Santo António, e desde então tem participado em serviços de ordem religiosa, cultural e didática. Durante vários anos, a Filarmónica Ilhense viveu momentos muito árduos, desde a simples falta de energia elétrica, até à necessidade de comprar instrumentos para os seus executantes e, só em 1930 é construída a primeira sala de ensaios, pois até então, esta ensaiava em casa dos seus executantes. Em 1974, a Filarmónica festejou o seu cinquentenário. Atualmente a Filarmónica é composta por cerca de 50 executantes de ambos os sexos, orientados desde 2025 pelo Maestro Mário Teixeira, que deu seguimento ao trabalho de maestros, tais como Paulo Jorge da Silva Branco, Manuel Francisco Ascenso (Maestro fundador), António Oleiro, António Carreira e Carlos M. Pereira Pinto.

 

Mário Teixeira é natural de Vilar Torpim, iniciou os seus estudos musicais na Banda Amizade. Mais tarde ingressa no Conservatório Calouste Gulbenkian de Aveiro, onde estudou Trombone com o professor Joaquim Raposo.​

Em 1999 ingressou na Escola Profissional de Música de Almada, na classe de Trombone do professor Alexandre Vilela, terminando em 2002. Em 2002 ingressa na Academia Nacional Superior de Orquestra nas classes dos professores Reinaldo Guerreiro e Jarrett Butler, terminando em 2005 o curso de bacharelato. Concluiu a licenciatura em trombone na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco na Classe do Professor Alexandre Vilela. Realizou o Curso de Profissionalização em serviço na Universidade Aberta.

​Participou e assistiu a diversos cursos e master classes orientadas por Joseph Alessi (principal trombone da Orquestra Filarmónica de Nova York), Hugo Assunção (principal trombone da Orquestra Sinfónica Portuguesa), Jörgen van Rijen (principal trombone da Royal Concertgebouw Orchestra), David Taylor, Alexandre Vilela e Emídio Coutinho.

​Em 2001 participou na digressão a Berlim com a Orquestra APROARTE, Em 2002 participou no estágio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários. Participou em 2005 na Ópera dos Três Vinténs no Teatro Aberto. Foi membro da Orquestra Sinfónica Juvenil, da Orquestra de Jazz de Leiria, do Bells Brass Ensemble. Já colaborou com várias orquestras destacando-se a Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Clássica da Madeira, tendo trabalhado com maestros como, Alberto Roque, Jean – Marc Burfin, Cesário Costa, Marko Letonja, Brian Schembri, Ernst Schelle, Jean-Sebastaen Bereau, entre outros.

​Orientou diversos cursos e Masterclasses: XII Curso Regional de Aperfeiçoamento para Jovens Músicos de Bandas Filarmónicas, Curso de Aperfeiçoamento Musical de Sopros e Percussão em Leiria 2011 e 2012, BrassFest 2012 e VIII Curso Técnico-Instrumental e Estágio de Orquestra da Guia, Estágios da Páscoa da Orquestra Lira dos Açores em 2017 e em 2018.

​​É membro fundador do trio Liz Consort, do Quinteto de Metais de Leiria e do Quarteto de Trombones de Leiria.

​Desde 2014 dirige a Orquestra de Sopros da Escola de Música do Orfeão de Leiria e, desde 2019 a Camerata do Orfeão de Leiria. Em 2024 assumiu o cargo de maestro titular da Banda Filarmónica Ilhense. É o presidente da direção pedagógica e diretor artístico do Orfeão de Leiria.

Ficha técnica

Abraham Cupeiro;
Alunos Orfeão de Leiria;
Banda Ilhense;
Mário Teixeira, direção.

Outras Informações

Público: M/6