31 out. 2026 21h30

Esta hora de espanto, de Né Barros

Teatro José Lúcio da Silva
Leiria
Cultura Dança

Sinopse

Para Esta Hora de Espanto, escreve Tiago Mesquita Carvalho: “Passa caudaloso o rio da história e nele todos mergulham para chegarem lá onde ele leva. O velho mundo ainda se encharca dos últimos raios do poente e embora as palavras cantem, a ruína cresce, a noite avança.” Esta peça em tom de coreodrama, retoma o corpo como e na paisagem, algo que percorre muito do meu trabalho, para convocar imagens limite e radicais sobre um futuro previsível de catástrofe. É, também, a paisagem no limite da sua transformação que nos interessa, em particular, no radical das catástrofes e do apocalítico. Em Lastro (2015), sob um céu estranho, os corpos iam ocupando um lugar gerando a sua rotina e as suas ligações. Nessa peça coreográfica, os movimentos dos corpos juntamente com o dispositivo cénico, criavam o lugar teatral: um lugar em mudança, um lugar que é feito de memória. Em Esta hora de espanto algumas destas noções voltam a ser materializadas através do corpo e do texto, uma ficção escrita por Tiago Mesquita Carvalho. A partir das imagens das catástrofes, retomam-se as questões do corpo e dos seus limites, da figuração e desfiguração na dança. O medo, uma vã compreensão das coisas, a imprevisibilidade, a radicalidade das catástrofes, pairam neste conto onde os personagens se vão revelando e destruindo.

Ficha técnica

Coreografia e Direção: Né Barros
Música: Carlos Guedes
Texto: Tiago Mesquita Carvalho
Desenho de luz: Nuno Meira
Figurinos: Joana Africano
Músico (ao vivo): João Miguel Simões
Interpretação: Afonso Cunha, Deeogo Oliveira, Beatriz Valentim, Belisa Branças, Marta Almeida, Liliana Oliveira, Rafael Ferreira
Operação de Luz: Renato Marinho
Operação de Som: Diogo Cocharro
Produção: Celine Marie
Co-produção: TNSJ/TECA e Balleteatro
Balleteatro – estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
Estrutura Residente: Coliseu Ageas Porto