Para Onde Foi o Meu Corpo?
Sinopse
Ana Lázaro
A ideia de Corpo e todas as transformações que sofre, está no eixo central desta peça. Os humanos, ainda que feitos dos mesmos tecidos que sempre os constituíram, parecem afastar-se cada vez mais da realidade táctil. Sinais para o crescimento do sedentarismo, consumo de jogos online durante várias horas, ou o retardamento do início da vida amorosa e sexual, parecem indicar que a relação CORPO-MUNDO está a mudar.
Questões, dúvidas e inquietações de viver num Mundo que parece ultrapassar-nos numa voraz e constante mudança tecnológica, inevitavelmente transformadora.
O propósito deste projecto não é diabolizar a nova era tecnológica e os seus efeitos na Infância e Juventude. Pelo contrário é antes compreendê-los, desconstruí-los e procurar discuti-los no espaço artístico e teatral, convidando os Espectadores a uma intervenção e pensamento activos. Às questões que temos juntar-se-ão certamente outras, como quem tece um fio que pode crescer mais forte, mais vigoroso, com mais vozes resistentes. Interessa-nos trazer a curiosidade ao poder, para que não fiquemos pela apatia de aceitar o mundo na sua expressão mais superficial.
Para que possa o teatro ser também um convite a conhecermos o outro e a nós mesmos, de olhos postos no céu – mesmo quando o olhamos através do ecrã do nosso smartphone.
Outras Informações
Texto: Ana Lázaro
Encenação: Maria João Luís
Com: Bruno Soares Nogueira, Pedro Moldão
Cenografia: Daniela Cardante
Música: Tó Trips
Desenho de luz, fotografia: Pedro Domingos
Assistência de encenação: Sílvia Figueiredo
Assistência de produção: Filipe Gomes, Carina R. Costa
Direção de produção: Pedro Domingos
Produção: Teatro da Terra