Os Lobos de Rino Lupo | Cine-Concerto com o Bicho Carpinteiro
Sinopse
100 anos da estreia de “Os Lobos”
SALÃO PIOLHO | 7 ª EDIÇÃO
Na 7ª edição do “Salão Piolho – Cine-Concertos” é a vez da Cidade de Leiria acolher este evento num período especial da história do Cinema com a comemoração do seu Dia Mundial – 5 de novembro.
Nesta mostra significativa, celebramos o cinema mudo para provar que a sua magia nunca se perde, mas reinventa-se a cada nova projeção. As interpretações musicais que fazem parte deste ciclo, permitem um novo olhar sobre um cinema que importa recordar e celebrar.
Com atuações musicais de artistas tão diferentes como Diogo Vida, Bicho Carpinteiro e O Gajo, ressoará com o preto e branco, a música tradicional portuguesa, o jazz, o folk e a eletrónica.
“A mais bela jóia que a cinematografia portuguesa do período mudo tem para mostrar.”
(Félix Ribeiro)
Tomando como base a obra teatral “Os Lobos: Tragédia Rústica em Três Actos”, esta longa-metragem de Rino Lupo tornou-se num dos maiores sucessos cinematográficos portugueses da década de 1920, chegando a ter difusão internacional.
Considerado um dos mais interessantes realizadores estrangeiros ativos em Portugal, teve um papel fundador da história do cinema mudo português.
O filme conta-nos a história de Ruivo, um lobo do mar, que, após cumprir uma pena por um crime passional, chega a uma aldeia remota de pastores onde começa a integrar-se através do seu trabalho e da sua música.
Usando a sedução e manipulação, o homem converte-se num elemento de fascínio e de desagregação desta pequena comunidade, que inevitavelmente conduz à tragédia.
“Os Lobos” estreou em Lisboa no Salão Foz (no mesmo edifício do Cinema Central) e no Chiado Terrasse a 12 de Maio de 1924 (versão de reposição, com seis partes). Teve, no entanto, uma primeira versão, em oito partes, estreada no Porto, no Salão Jardim Passos Manuel, a 7 de Maio de 1923.
Sobre o Bicho Carpinteiro…
Apresenta um rock instrumental e um folk “musculado” regado a viras, fados e chulas servidos numa bandeja de ambientes eletrónicos temperados com toda a riqueza que a tradição portuguesa tem para oferecer. Violas braguesa e beiroa, cavaquinhos eletrificados, bombos tradicionais, adufes quitados e lenga-lengas com auto-tune, são as ferramentas que Vasco Ribeiro Casais e Rui Rodrigues, dois músicos com “bicho carpinteiro”, usam e abusam para trazer o caldeirão nostálgico de Portugal a uma nova luz.
Com Bicho Carpinteiro | Drama | 1923 | Portugal | Com: José Soveral, Branca de Oliveira, Sarah Cunha
Ficha técnica
Com Bicho Carpinteiro | Drama | 1923 | Portugal
Com: José Soveral, Branca de Oliveira, Sarah Cunha
Outras Informações
PÚBLICO-ALVO: M/12
DURAÇÃO: 83 min.
ORGANIZAÇÃO: Fundação INATEL
Entrada livre (limitada à lotação da sala)