RETALHOS
Sinopse
Cristina Maria
Com um percurso iniciado na Escola de Artes e Ofícios da Batalha, onde se formou como Mestre de Cantaria Artística, Cristina Maria construiu durante estes 25 anos a sua história como escultora de um talento genuíno e de uma identidade muito singular. Foram anos de experimentação e ambição de ser e fazer algo mais, de continuamente expressar a sua sensibilidade estética e poética na natureza pura da Pedra. A obra estava lá, escondida na matéria-prima, e à medida que os olhos a descobriam e as mãos a traçavam, formas e texturas emergiam e ganhavam dimensão. Mas foram os muitos nomes e rostos, histórias e mensagens que fizeram parte deste caminho que engrandeceram a obra-prima, lhe deram
alma, ficando todos eles, ali, gravados numa linguagem estética pluralista e expressionista, mas com uma destacada individualidade artística. Para Cristina Maria, a Arte é vivida duplamente, pela Escultura e pelo Fado, como duas almas gémeas, simbióticas, alimentando-se uma da outra numa relação mutuamente vantajosa. Caminharam juntas e
almejaram o mesmo destino: um crescimento sensato, rodeado de pessoas que a inspiram, que lhe segredam confiança e ânimo, que fazem dela e das suas esculturas uma prova de tenacidade e afirmação. Cada vez mais, com expoente nas suas últimas exposições, “Esculturas do meu Fado” , “InFatum”, “ Fado & Pedras D’Alma”, “ Saudade “, ComTradições” e “ Reflexos”, a autora assume-se na sua maturidade artística, na sua maioridade criativa e continua a estender-nos este convite para entrarmos no seu círculo mais próximo de vivências num sentimento descomprometido de partilha. Foram anos de ruturas e reorientações no seu diálogo com a obra e com a vida, fados de um cotidiano agitado que desconstruiu nestas suas sensíveis memórias de Pedra.